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Você está na página inicial do site do Instituto Magnus. Acima do texto de apresentação, pode ser encontrado os botões que irão te levas até as páginas: O Instituto, Programas, Voluntário, Blog, Contato e redes sociais. Abaixo, do lado esquerdo está disposto o texto de apresentação do instituto. Ao lado direito, um cão, Golden Retriver (raça dos cães guia) está olhando na direção do texto. Ambos, texto e foto estão sobre um fundo de cor amarela.

Logo abaixo, caixas de texto com fundo branco e amarelo contendo missão, visão e valores do instituto, ordenadas uma ao lado da outra.

Um último texto, falando sobre os futuros programas do Instituto Magnus, pode ser localizado abaixo e do lado esquerdo. Ao lado direito, em um bloco de cor cinza escura, está o botão que irá te levar para a página do projeto “Cão-guia”.

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Dia Nacional do Combate à Cegueira pelo Glaucoma: reforço à prevenção e a importância do cão-guia na autonomia de quem perdeu a visão

Categoria: Institucional

Em todo o mundo, a doença é a principal causa de cegueira e deve afetar 80 milhões de pessoas até o final de 2020. O alerta é da Organização Mundial da Saúde, cuja estimativa é que o glaucoma atinja 111,5 milhões até 2040, mas os casos podem ser evitados ou tratados.

A patologia é causada principalmente pela degeneração do nervo óptico (estrutura que envia as imagens do olho para o cérebro), normalmente associada ao aumento da pressão intraocular. No entanto, também tem seu fator de risco aumentado quando relacionado a pessoas da raça negra e oriental, idade (acima 60 anos), altas ametropias, que são defeitos de visão decorrentes da focalização inadequada da luz que chega à retina, e pessoas com histórico da doença na família.  Segundo o doutor Alexandre Misawa, oftalmologista do Hospital HSANP e da Clínica IMUVI, de São Paulo, a doença, na maior parte dos casos, não provoca sintoma visual de início, e a pressão intraocular elevada pode não apresentar sinais como dor e baixa visão, exceto nos casos agudos.

“A forma mais comum, que é o glaucoma de angulo aberto, atinge pessoas acima de 40 anos, mas este fato não descarta também a possibilidade do paciente abaixo desta faixa etária apresentarem a doença  Por isso, a aferição da pressão precisa ser realizada, independentemente da idade, mas de forma rotineira a partir dos 40 anos”, completa Misawa.

Parceria para a vida

Apesar de muitas vezes ser “silenciosa”, por falta de sintomas, o glaucoma pode ser evitado, em alguns casos, a partir de hábitos que influenciam na pressão ocular, como por exemplo, a prática de exercícios físicos, que ajudam a diminuir a pressão arterial e a regular o fluxo sanguíneo. Além disso, como reforça o oftalmologista Rodrigo Favo, do Banco de Olhos de Sorocaba (BOS), a melhor forma de evitar a enfermidade é a prevenção. “Consultar o médico oftalmologista anualmente vai fazer toda a diferença. Somente nas consultas de rotina, por meio de exames oftalmológicos, podemos identificar os pacientes que têm o risco de fato”, completa Favo.

Como a maioria dos casos demonstram apenas a perda gradativa da visão periférica, a cegueira total acontece com o passar dos anos, por isso a readaptação da pessoa com glaucoma é extremamente importante para a manutenção do bem-estar, da autoestima e independência. Nesse sentido, o Banco de Olhos de Sorocaba, (BOS) realiza um trabalho que é referência desde a prevenção, o diagnóstico e tratamento até a reabilitação de pessoas que perderam a visão. 

Para otimizar os resultados com os pacientes, o BOS mantém parceria com o Instituto Magnus, que é reconhecido por formar e doar cães-guias, que contribuem para a inclusão social da pessoa com deficiência visual. O trabalho conjunto teve início no final de 2018, e tem como objetivo oferecer mais uma ferramenta o cão-guia, à possíveis candidatos, sendo uma etapa complementar e essencial que auxilia também as pessoas que perderam a visão, entre elas, vítimas do glaucoma. 

Marcos Nakagawa, de 36 anos, perdeu totalmente a visão, em setembro de 2013, devido ao Glaucoma Corticogênico (causado por corticoide), após uma cirurgia para corrigir miopia, seguida de uma provável imperícia.  “Três anos após o ocorrido, felizmente tive a oportunidade de fazer parte de uma das turmas do Instituto Magnus e hoje tenho um ‘parceiraço’, que é o Johnny. Ele não apenas me guia e me ajuda nos trajetos. Ele me faz uma pessoa melhor, mais paciente, amorosa e comunicativa”, conclui Nakagawa. 

 

 

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