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Logo abaixo, caixas de texto com fundo branco e amarelo contendo missão, visão e valores do instituto, ordenadas uma ao lado da outra.

Um último texto, falando sobre os futuros programas do Instituto Magnus, pode ser localizado abaixo e do lado esquerdo. Ao lado direito, em um bloco de cor cinza escura, está o botão que irá te levar para a página do projeto “Cão-guia”.

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“… E EU VENCI ASSIM MESMO”, você sabe de quem é essa frase? Conhecendo Dorina Nowill

Categoria: Histórias de Vida

No ano de 2008, promulgou-se a Convenção Internacional dos Direitos das Pessoas com Deficiência, sendo o Brasil, um dos primeiros signatários.

Este tratado internacional de Direitos Humanos foi o primeiro do século XXI e, em 2015 foi criada a Lei Brasileira de Inclusão, ratificando esse acordo, reunindo os direitos das pessoas com deficiência e criando uma série de novas garantias. Os direitos previstos nesse instrumento legal só puderam ser alcançados através da contribuição, esforço e luta de pessoas como a Professora Dorina de Gouveia Nowill, e o Instituto Magnus não poderia deixar de homenagear, nesse 28 de Maio, os 101 anos dessa mulher que tanto lutou pelos direitos das pessoas com deficiência. 

Dorina de Gouvêa Nowill nasceu em São Paulo, no dia 28 de maio de 1919 e acabou por ficar cega aos 17 anos de idade, em decorrência de uma infecção ocular que posteriormente ocasionou uma hemorragia. 

Ela foi a primeira aluna cega a frequentar um curso regular na Escola Caetano de Campos, onde cursou o magistério, conseguindo também a integração de outra menina cega num curso regular da mesma escola. Mais tarde, formou-se professora, e conseguiu, junto à escola na qual estudou, a implantação do primeiro curso de especialização de professores para o ensino de cegos.

Percebendo a escassez, no Brasil, de livros em braile e a dificuldade na difusão desse sistema de escrita e leitura para cegos, criou então, com algumas amigas, a Fundação para o Livro do Cego no Brasil, que iniciou suas atividades em 11 de março de 1946.

Casou-se com o advogado carioca Edward Hubert Alexander Nowill, a quem conheceu nos Estados Unidos, durante sua especialização em educação de cegos no Teacher´s College da Universidade de Columbia, em New York. Nessa época, em contato com a Diretoria da Kellog’s Foundation, expôs o problema da falta de livros em braile para cegos brasileiros e a necessidade de se conseguir uma prensa braile para a Fundação que havia criado no Brasil. Dessa forma, em 1948, a Fundação para o Livro do Cego no Brasil recebeu, da Kellog’s Foundation e da American Foundation for Overseas Blind, a doação de uma prensa braile completa, com maquinários, papel e outros materiais necessários. 

Mais tarde, em 1979, a professora foi eleita presidente do Conselho Mundial dos Cegos, e em 1981, Ano Internacional da Pessoa Deficiente, ela foi convidada para falar na Assembleia Geral das Nações Unidas como representante brasileira. Dorina dirigiu a Campanha Nacional de Educação de Cegos do Ministério da Educação e Cultura (MEC), e foram criados, nessa época, os serviços de educação de cegos em todas as Unidades da Federação, além de outras normas e procedimentos para uma educação mais inclusiva das pessoas com deficiência. Dorina lutou, também, pela abertura de vagas e encaminhamento das pessoas com deficiência para o mercado de trabalho.

Durante a Conferência da Organização Internacional do Trabalho (OIT), em Genebra, no ano de 1983, Dorina conseguiu que fosse discutida a Recomendação 99, sobre a reabilitação profissional das pessoas com deficiência. Quando, posteriormente, a Conferência da OIT se reuniu no congresso, os representantes do governo brasileiro, dos empresários e dos trabalhadores votaram a favor da proposta do Conselho Mundial para o Bem-Estar do Cego, pela aprovação da Convenção 159 e da Recomendação 168, que convocam os Estados membros a cumprirem o acordo, oferecendo programas de reabilitação, treinamento e emprego para as pessoas com deficiência.

Em 1991, a Fundação para o Livro do Cego no Brasil passou a se chamar Fundação Dorina Nowill Para Cegos, que hoje é uma referência em inclusão e acessibilidade, sendo responsável por grande parte dos impressos Braille encontrados hoje no Brasil, desde livros acadêmicos, literatura, música até cardápios de restaurantes, panfletos, cartões, dentre outros.

Dorina Nowill escreveu o livro “… E EU VENCI ASSIM MESMO”, lançado em 1996, que conta um pouco sobre a sua vida e a sua trajetória como professora e filantropa, sendo traduzido para o espanhol, e distribuído para toda a Europa e América Latina. 

O livro de Dorina inspirou a obra “Para Ver Além”, lançado em 2002, que reúne frases de sua autoria, sob a organização de Marina Gonzalez.

Dorina Nowill faleceu em 29 de agosto de 2010, aos 91 anos de idade, vitimada por uma parada cardíaca, deixando cinco filhos e doze netos. E para os adeptos dos filmes, a HBO Latin America lançou, no ano de 2016, um filme chamado “Dorina - Olhar Para o Mundo” (com áudio descrição através do aplicativo HBO IN), contando a história dessa professora que tanto lutou pelos direitos das pessoas com deficiência.

Fontes
https://www.fundacaodorina.org.br/a-fundacao/quem-somos/
https://mundoeducacao.uol.com.br/biografias/dorina-nowill.htm
ttps://www.ebiografia.com/dorina_nowill/

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