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Você está na página inicial do site do Instituto Magnus. Acima do texto de apresentação, pode ser encontrado os botões que irão te levas até as páginas: O Instituto, Programas, Voluntário, Blog, Contato e redes sociais. Abaixo, do lado esquerdo está disposto o texto de apresentação do instituto. Ao lado direito, um cão, Golden Retriver (raça dos cães guia) está olhando na direção do texto. Ambos, texto e foto estão sobre um fundo de cor amarela.

Logo abaixo, caixas de texto com fundo branco e amarelo contendo missão, visão e valores do instituto, ordenadas uma ao lado da outra.

Um último texto, falando sobre os futuros programas do Instituto Magnus, pode ser localizado abaixo e do lado esquerdo. Ao lado direito, em um bloco de cor cinza escura, está o botão que irá te levar para a página do projeto “Cão-guia”.

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Você sabe a maneira correta de lidar com um cão-guia?

Categoria: Cão-Guia

O instrutor George instruindo o Fabiano a como se portar com o cão-guia Bento, um Labrador na cor preta. Os dois estão na calçada, com piso tátil e ciclovia, em uma Avenida em São Paulo. No momento da foto, Fabiano está dando um petisco para Bento.

De acordo com dados de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), mais de 7 milhões de pessoas no Brasil possuem algum tipo de deficiência visual. As principais causas de cegueira são: catarata, glaucoma, retinopatia diabética, cegueira infantil e degeneração macular, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Para um país com um número expressivo de pessoas nessa condição, existem não mais do que 200 cães-guias em atividade que são treinados para ajudá-las. 

As raças mais comuns treinadas para se tornarem cães-guia são: Labrador e Golden Retriever. É importante dizer que o treinamento do cão e a entrega ao seu usuário são os últimos passos de uma longa jornada, que inclui dezenas de famílias voluntárias que entregam seu tempo e amor em prol da causa.

Conhecidas como famílias socializadoras, estas pessoas acolhem os filhotes por aproximadamente um ano, expondo-os a uma rotina diária de atividades imprescindíveis. Entre elas estão o uso de transporte coletivo, visitas a espaços públicos, experiências de mobilidade urbana, convivência com outros animais, crianças etc. 

Cada cão-guia é destinado ao seu usuário de acordo com o perfil e necessidade da pessoa com deficiência visual. É preciso ter uma conexão entre ambos e lembrar que o cão guia por amor e carinho e não somente por condicionamento. 

Muitas pessoas não sabem como agir ao encontrar com esses animais, que estão a trabalho. Podemos dar comida e brincar com um cão-guia? Confira abaixo algumas dicas de como agir na presença deles:

Não chame a atenção do cão-guia. É importante lembrar que ele está trabalhando e não se encontra na posição de um bichinho de estimação naquele momento;

Não o toque e nem o acaricie enquanto ele estiver usando o peitoral com alça de trabalho. O animal pode se distrair e acabar causando algum acidente com a pessoa com deficiência visual;

É preciso que os tutores de cães de estimação controlem seus animais, utilizem coleiras e, de preferência, fiquem afastados dos cães-guias. Caso contrário, ele poderá acabar perdendo o foco de sua atividade principal;

Nunca ofereça alimentos ao cão-guia. Ele tem horário certo para comer e certamente estará bem alimentado pelo seu tutor;

Fale sempre com a pessoa com deficiência visual primeiro e nunca diretamente com o cão-guia. Já que ele sabe que alguém poderá distrai-lo, e só permitirá a intervenção, caso o cão não esteja à trabalho;

Caso alguma pessoa com deficiência visual peça ajuda, o ideal é aproximar-se pelo lado direito dele, de maneira que seu cão-guia fique à esquerda;

Se por ventura a pessoa com deficiência visual aceitar ajuda, ela irá pedir para que você ofereça seu cotovelo esquerdo. Neste caso, usará um comando para indicar ao cão-guia que ele estará temporariamente fora de serviço;

Ao passar informações para a pessoa com deficiência visual, é preciso indicar com clareza o sentido em que se deve dobrar ou seguir para chegar ao local, assim ele poderá passar a rota ao cão;

Não pegue o braço de uma pessoa com deficiência visual que está acompanhado de um cão-guia, sem antes conversar. Muito menos toque na guia do animal, pois a mesma é só para uso do seu tutor;

O cão-guia foi treinado e está habituado a viajar tanto dentro como fora do país, em todos os meios de transporte, acomodado aos pés do seu tutor, sem atrapalhar os passageiros;

Os cães-guia são capacitados para entrar e permanecer  junto aos seu tutores em todos os tipos de estabelecimentos, tanto de saúde como em lojas, restaurantes, supermercados, cafeterias, cinemas, teatros, centros de estudo ou trabalho, sem causar alterações no funcionamento dos locais e nem incomodar os funcionários ou o público;

Devido ao treinamento que recebem, os cães-guias estão capacitados para exercer suas funções e nunca vagam pelos recintos. Eles têm o mesmo direito de gozar de livre acesso a todos os locais públicos como seus tutores.

 *Por George Thomaz Harrison